
(A Glória Aragão e Roberto Ciolini)
Já que a mata evapora elixires
Escondendo segredos, aliás, os confessando
Os olhos se esquecem de ver, e também toda lógica cai.
É com o espírito que se enxerga melhor.
É ali no arroubo da alma
que elas brotam
Para existências dedicadas a mornas gotas escondidas
no véu da madrgudada, no úmido da terra, no sangue das mãos
seiva pura, seiva verde
Quando o escuro parte
e a luz brota. Lá estão eles, munidos de alma
munidos de silêncio
cada qual vestido da própria mata. Quais folhas, árvores. Sementes.
E a terra então se entrega abrindo os flancos molhados de chuva
com folhas, frutos, ventos. Mantiqueiras, gemas coloridas. Riachos.
A terra se entrega na aparência da mata. Viraram flores
aquelas sementes
Como búzios de mar,
estrelas no alto dos bosques.
Ou aqui em casa
Igual a este vaso em cima da minha mesa
Que eles trouxeram como coisas de silêncios partilhados.
...
Linda Foto: (C) Ciloini & Aragão
http://gloriaaragao.blogspot.com/
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